Li no Lance! matéria que anunciava uma reunião das diretorias de Corinthians e Portuguesa sobre a negociação do atleta Edno.
A reportagem adiantava que a diretoria esperaria mais alguns dias (fechamento da data para transferência para alguns países onde ainda a janela permanece aberta) antes de fechar qualquer acordo com times brasileiros, mesmo após Edno declarar que não joga mais na Lusa.
O que surpreende, mas nem tanto assim, após breve reflexão, é a postura do sr. Iaúca, dirigente da agremiação, que diz preferir emprestar o jogador ao Flamengo, clube que inclusive nega entrar em leilão por tal atleta, devido à falta de condições financeiras.
Não sei o bem o porquê, mas imediatamente me veio à cabeça a história de Dener, falecido em acidente de trânsito em 1994, no auge da carreira. A Portuguesa usou do mesmo pensamento pequeno (não emprestá-lo para times paulistas) e fechou negócio com um time do Rio de Janeiro, o Vasco da Gama, local onde o promissor jogador iria morrer.
Acontece que o Vasco não teria feito o seguro do jogador, levando a uma disputa jurídica que levou anos para ser resolvida, prejudicando o time paulista e a família do jogador.
Tudo leva a crer que a lição não foi aprendida.
A Portuguesa pode ser considerada um time grande passando mais uma vez pela Série B, lutando para subir.
Os dirigentes, porém, após 15 anos, continuam pensando muitíssimo pequeno, o que nos faz entender o motivo dos tristes e recentes episódios no Canindé, inclusive.
Ronaldo no Timão.
